terça-feira, 23 de abril de 2013

Construção


Meu corpo-concreto suspende no ar um sonho vindouro.
Estendo meus músculos até o limite. Ultrapasso-o.

Minhas mãos carregam montanhas.

Quem se importa com o risco de sangue em mim?
Amanhã acordarei as dores que carrego, e como um nó cego,
Será difícil desatar.

É hora de dormir...
Porque o sono constrói sonhos.

1 comentários:

sarausbahia disse...

Ah, se não fossem os sonhos.
Concreto se constroi assim, na ilusão etérea dos sonhos. Basta fechar os olhos, e a realidade se altera/alterna dentro de mim...

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