Os olhos ardentes da alma
Hei
de concordar com o poeta Benedetti:
Mesmo
que o dia seja embriagado por amnésia,
Sempre
existirão os olhos da alma.
E
é assim que a mão escreve.
O
que fiz nos meus dias?
O
tempo rasura a memória,
Mas
as lembranças são
Também
presença do esquecimento.
Não
conservarei intacta a paisagem, mas
O
sorriso, o abraço e o afeto estão
Conservados
no calor da memória
E
é assim que se tem de volta a
Dor
ou alegria.
Convenço-me
enfim de que a
Máquina
em meu pulso não
Guarda
o tempo.
Na
minha mão:
Os
olhos ardentes da minha alma.

Postar um comentário